Sentei para tomar um café enquanto espero meu filho.
Fiquei buscando o melhor ângulo para poder ver o mar. Estava com dificuldades.
Esta era a minha vista, de onde sentei:

Percebi uma semelhança com aqueles momentos em que buscamos algo em nosso íntimo, nosso mar interior, mas algo não nos deixa avançar…por um minuto não queria que essa “poluição visual” existisse (exclusão). Do mesmo modo, não queremos sentir algumas coisas. Queríamos acesso direto ao mar interno e que ele esteja calmo.
São estruturas, contenções, fios, movimentos externos que não me permitem ter visão direta. Não consigo acessar do jeito que idealizei. Resultado? Frustração.
No mar aqui dentro foram (e ainda são) lealdades, crenças, vínculos e desejo de corresponder às expectativas.
Mas a paisagem está lá. Ao fundo.
Assim é a nossa essência, o nosso centro. A leveza está lá, basta conseguir acessá-la apesar de tudo o que, aparentemente atrapalha, mas faz parte.
Então me propus um exercício, sentada ali?
Primeiro passo: acolhi o que achei que me atrapalhava. Inclui, acolhi.
Vi que tudo faz parte.
Eu não teria essa visão, se esta estrutura não existisse.
Segundo passo: Decidi olhar adiante. Deixei que meus olhos pudessem incluir e ver além. Ir lá longe, ao fundo. deixando tudo o que estava “atrapalhando” agora passar a ser integrado.
Terceiro passo: Fiquei em presença e aproveitei tudo, acessando a leveza.
Esse é um convite que te faço agora:
Como você tem lidado com as idealizações e a frustração ao perceber a realidade?
Quais são as “construções/estruturas/pensamentos” que estão impedindo que você olhe e veja o que realmente importa?
Espero que você tenha a oportunidade de olhar o horizonte apesar de “tudo o que pesa”.
Gratidão por sua presença
Com carinho,
Elaine Arnold
Psicanalista | Relações familiares, padrões repetitivos e autoconhecimento

Comments are closed